Candidíase Vulvovaginal
ICD-10 B37.3 · ICD-11 1F23.10

Vulvovaginite por Candida Não-Albicans (ex.: Candida glabrata) Sem Resposta aos Antifúngicos de Primeira Linha Convencionais

Este protocolo aborda a candidíase vulvovaginal causada por espécies de Candida não-albicans — incluindo Candida glabrata — em casos em que a infecção não respondeu às doses habituais e ao tratamento antifúngico de primeira linha.

A vulvovaginite por Candida não-albicans representa um desafio terapêutico distinto: os antifúngicos padrão ativos contra Candida albicans frequentemente apresentam eficácia reduzida contra essas espécies. Terapias antifúngicas desnecessárias devem ser sempre evitadas, e a vaginite por não-albicans deve ser tratada com agentes antifúngicos alternativos adequados à espécie causadora.
O protocolo especifica abordagens antifúngicas vaginais — incluindo um agente estabelecido utilizado como opção de ultima ratio (com medidas contraceptivas, em mulheres não grávidas) e formulações antifúngicas alternativas reconhecidas — para casos resistentes ao tratamento convencional de primeira linha.

Detalhes completos do esquema terapêutico, posologia, sequenciamento e critérios de decisão clínica estão disponíveis no protocolo completo abaixo.

References

DOI: 10.1111/myc.13248

  • Unnecessary antimycotic therapies should always be avoided, and non-albicans vaginitis should be treated with alternative antifungal agents.
  • In case of C glabrata vaginitis, local administration of nystatin or ciclopiroxolamine might be considered.
  • Sobel et al176 recommend vaginal application of 600 mg boric acid suppositories for 14 days for C glabrata, while others recommend amphotericin B.
  • The magistral formulation with 17% 5-flucytosine was shown to be successful in 90% of the treatment-resistant cases after a two-week vaginal treatment.
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