Vulvovaginite por Candida Não-Albicans (ex.: Candida glabrata) Sem Resposta aos Antifúngicos de Primeira Linha Convencionais
Este protocolo aborda a candidíase vulvovaginal causada por espécies de Candida não-albicans — incluindo Candida glabrata — em casos em que a infecção não respondeu às doses habituais e ao tratamento antifúngico de primeira linha.
Cenário clínico
A vulvovaginite por Candida não-albicans representa um desafio terapêutico distinto: os antifúngicos padrão ativos contra Candida albicans frequentemente apresentam eficácia reduzida contra essas espécies. Terapias antifúngicas desnecessárias devem ser sempre evitadas, e a vaginite por não-albicans deve ser tratada com agentes antifúngicos alternativos adequados à espécie causadora.
Abordagem terapêutica
O protocolo especifica abordagens antifúngicas vaginais — incluindo um agente estabelecido utilizado como opção de
ultima ratio (com medidas contraceptivas, em mulheres não grávidas) e formulações antifúngicas alternativas reconhecidas — para casos resistentes ao tratamento convencional de primeira linha.
Detalhes completos do esquema terapêutico, posologia, sequenciamento e critérios de decisão clínica estão disponíveis no protocolo completo abaixo.
References
DOI: 10.1111/myc.13248
- Unnecessary antimycotic therapies should always be avoided, and non-albicans vaginitis should be treated with alternative antifungal agents.
- In case of C glabrata vaginitis, local administration of nystatin or ciclopiroxolamine might be considered.
- Sobel et al176 recommend vaginal application of 600 mg boric acid suppositories for 14 days for C glabrata, while others recommend amphotericin B.
- The magistral formulation with 17% 5-flucytosine was shown to be successful in 90% of the treatment-resistant cases after a two-week vaginal treatment.
View source ↗