Tempestade Elétrica com Cardiopatia Estrutural: O Que Fazer Quando a Terapia com Amiodarona e Beta-Bloqueador Não Suprimiu a Arritmia
A tempestade elétrica é definida como três ou mais episódios de arritmia ventricular sustentada ocorrendo em 24 horas. Este protocolo aborda pacientes com taquicardia ventricular monomórfica sustentada causando tempestade elétrica no contexto de cardiopatia estrutural, em que a arritmia não foi controlada pela terapia de primeira linha.
O manejo padrão de primeira linha combina sedação leve a moderada com um beta-bloqueador não seletivo (propranolol) e amiodarona intravenosa, juntamente com a correção de condições reversíveis contribuintes. Quando esse esquema falha em alcançar a supressão da arritmia ventricular sem taquicardia ventricular sustentada recorrente, uma abordagem de próxima linha torna-se necessária.
Sedação leve a moderada · beta-bloqueador não seletivo (propranolol) · amiodarona intravenosa
- Supressão da arritmia ventricular
- Ausência de taquicardia ventricular recorrente
References
DOI: 10.1093/eurheartj/ehac262
- An electrical storm is common in ICD patients and has been defined as three or more episodes of sustained VA occurring within 24 h, requiring either anti-tachycardia pacing (ATP) or cardioversion/defibrillation, with each event separated by at least 5 min.
- Antiarrhythmic therapy with beta-blockers (non-selective preferred) in combination with intravenous amiodarone is recommended in patients with SHD and electrical storm unless contraindicated.
- In patients with recurrent haemodynamically not-tolerated VTs resistant to amiodarone, landiolol (ultra-short-acting β1-selective blocker) was found to be effective for arrhythmia suppression in two smaller studies.