Tratamento do Carcinoma Uretral Primário da Uretra Distal em Doentes do Sexo Feminino (Estágio Ta–T2, N0)
Cenário clínico
Este protocolo aplica-se a doentes do sexo feminino com carcinoma uretral primário confinado à uretra distal, apresentando estágio patológico Ta a T2, sem envolvimento de gânglios linfáticos regionais (N0) e sem metástases à distância (M0).
Feminino
Uretra distal
Estágio Ta–T2
N0, M0
Abordagem terapêutica (visão geral)
Para este grupo de doentes, o tratamento centra-se na obtenção de controlo local da doença através de uma estratégia cirúrgica ou baseada em radioterapia. A abordagem cirúrgica pode envolver a ressecção radical da uretra e do tecido circundante, sendo a cirurgia poupadora de órgão uma alternativa em condições intra-operatórias específicas.
A radioterapia local é também uma opção estabelecida, com técnicas de radioterapia externa utilizadas isoladamente ou em combinação com braquiterapia, embora a toxicidade local deva ser discutida com a doente.
O esquema terapêutico completo baseado em evidências — incluindo critérios de seleção entre abordagens, especificidades técnicas e seguimento — está disponível no protocolo estruturado completo.
References
- To provide the highest chance of local cure in females with localised urethral carcinoma, primary radical urethrectomy should include removal of all the periurethral tissue from the bulbocavernosus muscle, bilaterally and distally, with a cylinder of all adjacent soft tissue up to the pubic symphysis and bladder neck.
- Offer radical urethrectomy unless specific criteria for organ preservation are met.
- Offer urethra-sparing surgery as an alternative to primary urethrectomy to females with distal urethral tumours if negative surgical margins can be achieved intra-operatively.
- Offer local radiotherapy as an alternative to urethral surgery to females with localised urethral tumours but discuss local toxicity.
- With a median cumulative dose of 65 Gy (range 40–106 Gy), the five-year local control rate was 64% and seven-year CSS was 49%.
- In one study, the addition of brachytherapy to EBRT reduced the risk of local recurrence by a factor of 4.2.
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