Este protocolo aborda pacientes com síndrome de lise tumoral estabelecida confirmada — seja definida por critérios laboratoriais ou apresentação clínica — nos quais a abordagem terapêutica inicial não atingiu a meta de débito urinário necessária.
A SLT estabelecida abrange tanto a SLT laboratorial (alterações metabólicas sem envolvimento de órgão-alvo) quanto a SLT clínica (com lesão renal aguda, arritmia cardíaca ou convulsão). Este protocolo se aplica quando os pacientes se apresentam com ou progridem para a forma estabelecida da síndrome, necessitando de intervenção escalonada.
O manejo inicial — incluindo hidratação intravenosa vigorosa, rasburicase e correção de eletrólitos — visa manter um débito urinário de 100 mL/m²/h em adultos. Quando essa meta de débito urinário não é atingida, ou quando a hiperfosfatemia e a hipercalemia se mostram refratárias ao tratamento clínico, é necessário escalonamento adicional.
Este protocolo representa o próximo passo para pacientes que não responderam adequadamente às medidas acima.
A terapia de substituição renal (TSR) está envolvida no manejo dos casos refratários. A abordagem e o contexto da TSR são orientados pelo estado clínico do paciente — o protocolo completo detalha quais pacientes necessitam de qual forma de suporte renal e em que circunstâncias ela deve ser iniciada.