Qual É o Tratamento da Síndrome de Stevens-Johnson? Protocolo de Primeira Linha
A síndrome de Stevens-Johnson exige ação imediata: identificar e eliminar o agente causal e garantir cuidados hospitalares especializados são as primeiras prioridades. O protocolo abaixo descreve a estrutura do tratamento de primeira linha baseado em evidências.
Situação Clínica
Este protocolo aplica-se a doentes que se apresentam com síndrome de Stevens-Johnson e que necessitam de tratamento especializado urgente. A escalada precoce para um ambiente hospitalar adequado é uma característica definidora da resposta inicial.
Abordagem Terapêutica (Visão Geral Parcial)
O tratamento começa com a descontinuação imediata do medicamento causador e a admissão numa unidade de queimados ou numa UCI com experiência no tratamento de SSJ/NET. A partir daí, inicia-se um programa estruturado de cuidados de suporte agudo — englobando gestão de fluidos, suporte nutricional, cuidados de feridas e diversas medidas profiláticas e sintomáticas específicas.
O sequenciamento completo, as intervenções específicas e os parâmetros de monitorização estão detalhados no protocolo estruturado completo.
Objetivos Clínicos Principais
O tratamento visa um débito urinário adequado como ponto final primário da reposição de fluidos, e o controlo eficaz da dor cutânea avaliado com uma ferramenta validada de avaliação da dor pelo menos uma vez por dia.
References
DOI: 10.1111/bjd.14530Digital
- Patients with SJS/TEN with > 10% BSA epidermal loss should be admitted without delay to a burn centre or to an ICU with experience of treating patients with SJS/TEN and facilities to manage the logistics of extensive skin loss/wound care.
- A study by Shiga and Caforio of 21 patients with TEN with extensive epidermal loss recorded fluid requirements over the first 3 days of admission and estimated that replacement volumes can be determined by the following formula: 2 mL kg⁻¹ body weight/% BSA epidermal detachment.
- Fluid replacement can be guided by urine output and other end-point measurements.
- Provide continuous enteral nutrition throughout the acute phase of SJS/TEN, either by the oral route or via nasogastric feeding if the former is precluded by buccal mucositis.
- Patients with SJS/TEN who are insensible in bed should receive low molecular weight heparin as prophylactic anticoagulation against venous thromboembolism.
- During the acute phase of SJS/TEN, patients in whom enteral nutrition cannot be established may benefit from a proton pump inhibitor to protect against upper gastrointestinal stress ulceration.
- Patients with SJS/TEN who are neutropenic may benefit from the administration of recombinant human G-CSF.
- Use a patient-appropriate validated pain tool to assess pain in all conscious patients at least once a day.
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