O paciente encontra-se hemodinamicamente estável, sem evidências clínicas ou de imagem de ruptura da dissecção da artéria mesentérica superior e sem sinais de isquemia mesentérica. Uma estratégia endovascular primária foi adotada como manejo inicial — como é cada vez mais comum nessa apresentação estável — mas não alcançou os objetivos terapêuticos necessários.
A etapa anterior envolveu revascularização endovascular, que pode ter incluído angiografia com colocação de stent, trombólise intralesional com uroquinase, angioplastia com balão ou emboloterapia.
Essa abordagem não conseguiu alcançar o alívio da isquemia mesentérica e a prevenção da progressão da dissecção. Este protocolo define a próxima etapa após essa falha.
Quando as opções endovasculares não alcançaram os objetivos necessários, o manejo avança para a revascularização cirúrgica aberta por laparotomia. A estratégia operatória específica é individualizada — a extensão e o tipo de cirurgia dependem da viabilidade intestinal, do tipo de dissecção e da reversibilidade da circulação. O algoritmo estruturado completo, incluindo todas as opções operatórias e suas indicações, está disponível no protocolo completo.
Resolução bem-sucedida dos sintomas. Séries publicadas relatam resolução dos sintomas para a dissecção da AMS tratada cirurgicamente em diferentes períodos de seguimento.