Peritonite bacteriana espontânea
ICD-10 K65.2 · ICD-11 DC50.00

Tratamento da Peritonite Bacteriana Espontânea em Adultos com Infecção Nosocomial, Exposição Recente a Antibióticos de Amplo Espectro ou Sepse/Choque Séptico

Nem todas as apresentações da peritonite bacteriana espontânea são iguais. Adultos com contagem de PMN no líquido ascítico acima de 250/mm³ que apresentam infecção associada a serviços de saúde ou nosocomial, exposição recente a antibióticos de amplo espectro, ou que se apresentam com sepse ou choque séptico requerem uma abordagem empírica distinta — a cobertura padrão para infecções adquiridas na comunidade não é suficiente nessas situações.

Cenário Clínico

O diagnóstico é estabelecido por uma contagem de leucócitos polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico superior a 250/mm³. Este protocolo se aplica quando um ou mais dos seguintes estão presentes:

• Infecção associada a serviços de saúde ou nosocomial
• Exposição prévia recente a antibióticos de amplo espectro
• Internação com sepse ou choque séptico

Em qualquer uma dessas situações, a terapia empírica com antibióticos de amplo espectro deve ser iniciada como primeira linha, com a seleção do esquema orientada pelos fatores de risco individuais.

Abordagem Terapêutica (Visão Geral Parcial)

O manejo de primeira linha envolve terapia empírica com antibióticos intravenosos de amplo espectro, com os agentes específicos determinados pelo histórico de exposição do paciente e pelo perfil de risco para organismos multirresistentes. A albumina intravenosa é administrada em combinação com a antibioticoterapia.

O esquema completo — incluindo critérios de seleção de antibióticos, estratégias de combinação, indicações de carbapenêmicos e cronograma de administração de albumina — está detalhado no protocolo estruturado completo.

Objetivo do Tratamento

Uma paracentese diagnóstica é realizada 48 horas após o início da antibioticoterapia para avaliar a resposta. Uma resposta bem-sucedida requer uma diminuição na contagem de PMN no líquido ascítico de pelo menos 25% em relação ao valor basal. A falha em atingir esse limiar indica a necessidade de ampliar a cobertura antibiótica e avaliar peritonite secundária.

Acesso Imediato a Esquemas Terapêuticos Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1002/hep.31884

The diagnosis of SBP/SBE is established with a fluid polymorphonuclear (PMN) leukocyte count >250/mm³.

In patients with a health care-associated or nosocomial infection or recent exposure to broad-spectrum antibiotics or who are admitted with sepsis or septic shock, empirical therapy with broad-spectrum antibiotics should be initiated as the first line.

Patients with SBP should be treated with IV albumin in addition to antibiotics (1.5 g/kg at day 1 and 1 g/kg at day 3).

Given increasing recent failure rates of initial antibiotic therapy, which may lead to increased mortality, it is recommended that a diagnostic paracentesis (or thoracentesis for SBE) be performed 48 hours after initiating antibiotic therapy to assess response.

A negative response is defined by a decrease in PMN count <25% from baseline and should lead to broadening the antibiotic spectrum and investigating secondary peritonitis (abdominal imaging studies).

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