Este protocolo aplica-se a pacientes com linfoma esplênico da zona marginal (LZMB) que apresentam infecção crônica concomitante pelo vírus da hepatite C (HCV) e cuja doença não alcançou resposta completa após monoterapia de primeira linha com rituximabe.
Esses pacientes apresentam diagnóstico de LZMB associado à infecção crônica ativa por HCV. Nesse contexto, a terapia anti-HCV é uma consideração importante ao longo do manejo, e o tratamento antiviral deve ser avaliado como parte da abordagem global do linfoma associado ao HCV.
A linha de terapia anterior foi a monoterapia com rituximabe. O limiar para escalonamento é a falha em alcançar resposta completa, definida como: resolução da organomegalia (diâmetro longitudinal do baço abaixo do limiar), normalização da hemoglobina, contagem de plaquetas e contagem de neutrófilos, ausência de células B clonais circulantes por citometria de fluxo e ausência de infiltração de medula óssea na imuno-histoquímica. A não obtenção desses desfechos desencadeia o escalonamento para o protocolo atual.
Para pacientes que não responderam à monoterapia com rituximabe, o protocolo delineia uma estratégia de escalonamento. A abordagem pode envolver a adição de quimioterapia à imunoterapia — especialmente para pacientes em boas condições clínicas com doença sintomática ou mais avançada. O esquema completo, o conjunto de opções e os critérios clínicos que regem cada um estão detalhados no protocolo estruturado.
DOI: 10.1016/j.annonc.2019.10.010
In patients with concomitant chronic HCV infection who do not immediately need conventional treatment, antiviral therapy should be considered [IV, B].
Anti-HCV therapy should be considered in patients with HCV-associated lymphoma [IV, B].
For the patients who do not respond to rituximab, splenectomy [IV, B] or the addition of ChT may be considered.
Chemoimmunotherapy is particularly indicated for fit patients with symptomatic disseminated disease, constitutional symptoms and/or signs of high-grade transformation [III, B].
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