Aldosteronismo Primário Bilateral: Próximo Passo Quando a Pressão Arterial Permanece Não Controlada Após a Terapia Inicial com ARM

Este protocolo abrange o próximo passo estruturado para pacientes com aldosteronismo primário bilateral, status de lateralização desconhecido, ou doença com lateralização em indivíduos que recusam a cirurgia ou não são candidatos cirúrgicos — quando o esquema inicial com antagonista do receptor mineralocorticoide não atingiu seus principais objetivos clínicos.

Cenário Clínico

A terapia médica vitalícia com um antagonista do receptor mineralocorticoide (ARM) é a abordagem estabelecida para o aldosteronismo primário bilateral, status de lateralização desconhecido, ou para aqueles que não são candidatos cirúrgicos. Este protocolo se aplica quando esse esquema inicial se mostrou insuficiente.

Por Que o Escalonamento É Indicado

O tratamento anterior — um antagonista do receptor mineralocorticoide iniciado em dose inicial baixa — é considerado insuficiente quando seu objetivo primário de controle da pressão arterial não foi alcançado e/ou seu objetivo secundário de normocalemia permanece não atingido. Quando a renina permanece suprimida e a hipertensão persiste, uma estratégia de escalonamento de dose é indicada.

Abordagem Terapêutica (Visão Geral)

O próximo passo concentra-se no ajuste ascendente da dose do antagonista do receptor mineralocorticoide existente, realizado em intervalos definidos, com o objetivo de alcançar a dessupressão da renina juntamente com o controle da pressão arterial. O protocolo completo de escalonamento — incluindo agentes, incrementos específicos, intervalos e via de decisão — está disponível no esquema estruturado.

Metas Terapêuticas

O principal indicador de terapia adequada é uma elevação demonstrável da renina em relação ao valor basal pré-tratamento — evidência de dessupressão — juntamente com o controle da pressão arterial. Limiares específicos de renina servem como pontos de referência de apoio, em vez de metas absolutas rígidas.

Acesso Imediato a Esquemas Estruturados Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1210/clinem/dgaf284

Lifelong medical therapy that includes an MRA is usually offered to individuals with bilateral PA or lateralization status unknown (refer to Question 6 for definition of lateralization) and to those who decline the surgical option or who are not surgical candidates.

In individuals with primary aldosteronism (PA) receiving PA-specific medical therapy whose hypertension is not controlled and renin is suppressed, we suggest increasing PA-specific medical therapy to raise renin.

Spironolactone may be increased in 25- to 50-mg increments, and eplerenone in 25- to 100-mg increments.

MRA dose changes to target BP control should occur at 8- to 12-week intervals, and the full drug effect may take up to 3 months in more severe PA forms.

Rather than targeting a specific renin threshold, we suggest that the observation that renin has increased from its pretreatment baseline should provide some reassurance of treatment efficacy.

A recent large international consensus group endorsed targeting a rise in renin when implementing aldosterone-directed medical therapy to a level higher than 1.0 ng/mL/h (plasma renin activity [PRA]) or 10 mU/L (direct renin concentration [DRC]).

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