Este protocolo aplica-se à paralisia unilateral pós-cirúrgica da prega vocal (UVFP) em pacientes que inicialmente apresentavam voz compensada, sem aspiração e expectativa de recuperação espontânea — mas cuja mobilidade da prega vocal não se restabeleceu dentro do prazo previsto.
Na primeira avaliação, o paciente apresentava:
Para este perfil, o manejo de primeira linha menos invasivo é adequado enquanto se aguarda a possível recuperação da função da prega vocal.
O manejo inicial — que pode ter incluído observação (conduta expectante), terapia vocal ou laringoplastia por injeção com material temporário — não atingiu seu objetivo primário: recuperação espontânea da mobilidade da prega vocal em 6–12 meses.
A não obtenção desse desfecho determina a escalada para o protocolo atual.
Quando a recuperação não ocorre, a decisão clínica se volta para a medialização cirúrgica permanente da prega vocal afetada. Qual procedimento específico é selecionado — e em quais condições — está detalhado no esquema estruturado completo.
DOI: 10.21053/ceo.2020.00409
For patients with a compensated voice and no aspiration, less invasive treatment, such as a wait-and-see approach, IL with temporary material, and voice therapy are applicable, depending on the patient's need or profession, but for patients with a high vocal demand, uncompensated voice, or aspiration/dysphagia, SMPs are preferred.
Temporary or short-duration materials are used when spontaneous recovery of vocal fold mobility is expected (strong recommendation, moderate-quality evidence).
The classic clinical decision has been to wait for at least 6–12 months before conducting permanent medialization treatment in UVFP patients.
*Surgical medialization procedures indicate injection laryngoplasty, medialization thyroplasty and/or arytenoid adduction.
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