Tratamento da Úlcera Aórtica Penetrante Tipo B Aguda Sem Ruptura e Sem Sintomas Refratários
Cenário Clínico
Este protocolo aborda a úlcera aórtica penetrante (UAP) tipo B aguda que se apresenta sem ruptura, sem dor refratária e sem hipertensão refratária — a chamada apresentação não complicada. Identificar a presença de características de alto risco é fundamental para determinar a via de manejo adequada.
Considerações Importantes sobre a Condição
A UAP não complicada deve ser tratada de forma conservadora durante a fase aguda, com realização de tomografia computadorizada em série para monitorar a progressão. O reparo endovascular não está indicado para todos os pacientes desta categoria — características de alto risco devem ser avaliadas antes de considerar a intervenção.
Abordagem Terapêutica (Visão Parcial)
Em casos selecionados nos quais características de alto risco são identificadas, o reparo endovascular aórtico torácico (TEVAR) pode ser considerado — geralmente após a fase aguda. Considerações técnicas específicas sobre o dimensionamento da endoprótese, comprimento da zona de ancoragem, design do stent e manejo da artéria subclávia esquerda fazem parte do protocolo completo. O algoritmo procedural completo e os critérios de seleção estão detalhados no protocolo estruturado abaixo.
References
DOI: 10.1016/j.ejvs.2025.09.045
- Uncomplicated IMH/PAU should be managed conservatively and followed with serial computed tomography imaging during the acute phase.
- TEVAR is not indicated in patients with uncomplicated acute type B PAU/IMH without high risk features (statement 16, grade A).
- TEVAR may be considered in selected cases with acute uncomplicated PAU/IMH with high risk features (statement 14, grade B).
- In TEVAR planning, a 0 — 10% endograft oversizing should be applied to the proximal (statement 19, grade A) and distal (statement 20, grade B) sealing zones.
- A thoracic endograft without proximal bare stents should be preferred (statement 22, grade B).
- In planning TEVAR for PAU, a proximal sealing length > 20 mm in a site free from PAU associated haematoma should be achieved.
- If the left subclavian artery (LSA) ostium is involved by the disease in patients undergoing urgent or elective TEVAR, LSA patency should be preserved via extra anatomical bypass, branched endograft, or in situ fenestration (statement 17, grade A).
- When performing TEVAR for acute PAU/IMH, intravascular ultrasound may be used intra-operatively to assess landing zones, in situ sizing, or check for eventual graft induced dissection at the proximal or distal landing site.
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