Este protocolo aplica-se a uma mulher na pós-menopausa com hiperecose ovariana confirmada, aumento bilateral do estroma e volume ovariano à ultrassonografia, e testosterona sérica elevada identificada como de origem ovariana — demonstrada por supressão superior a 50% no teste com análogo de GnRH.
Esta condição é caracteristicamente observada após a menopausa, quando há altas concentrações de LH e o ovário possui poucos ou nenhum folículo remanescente capaz de aromatizar andrógenos em estrogênio. O aumento bilateral do estroma ovariano à ultrassonografia é um achado característico da hiperecose ovariana (OHT).
O manejo neste contexto pós-menopáusico centra-se na intervenção cirúrgica. Para mulheres em que a cirurgia não é uma opção, pode ser empregada uma abordagem de supressão hormonal a longo prazo. O algoritmo de tratamento completo — incluindo os critérios para escolha entre as modalidades disponíveis — está descrito no protocolo estruturado completo.
DOI: 10.1111/cen.15265