Quando a hidrocefalia de pressão normal (HPN) ocorre associada à espondilose grave da coluna vertebral, a comunicação dificultada do líquido cefalorraquidiano (LCR) ao longo do canal espinhal torna-se uma limitação clínica fundamental que determina diretamente qual intervenção é adequada.
A espondilose grave da coluna vertebral obstrui a comunicação do LCR dentro do canal espinhal. Essa barreira anatômica torna inadequadas as abordagens de derivação do LCR via lombar nesse contexto, e a estratégia de derivação deve ser selecionada de acordo.
O manejo nesse cenário envolve uma abordagem de derivação ventriculoperitoneal (VP) com uma válvula de pressão programável — escolhida precisamente porque a anatomia espinhal impede a via lombar. A configuração completa da válvula e os parâmetros de pressão estão especificados no protocolo completo.
DOI: 10.2176/nmc.st.2020-0292