A recidiva do carcinoma de nasofaringe — seja no sítio primário ou nos linfonodos regionais — representa um desafio clínico significativo. Em pacientes selecionados, abordagens de resgate ativas permanecem viáveis e são o foco de um manejo estruturado baseado em evidências.
Este protocolo aplica-se a pacientes com recidiva local ou regional do carcinoma de nasofaringe passíveis de cirurgia de resgate ou reirradiação. Um determinante crítico da elegibilidade é se a recidiva local invade a artéria carótida ou se estende intracranealmente — pacientes sem essas características representam um subgrupo para o qual o resgate cirúrgico pode ser adequado.
O manejo envolve estratégias cirúrgicas e/ou baseadas em reirradiação, selecionadas conforme o padrão de recidiva e a extensão anatômica. Tanto as recidivas locais quanto as recidivas linfáticas cervicais possuem vias terapêuticas distintas na base de evidências.
DOI: 10.1016/j.annonc.2020.12.007