Este protocolo aborda um cenário clínico distinto e relevante: um paciente relativamente jovem com SMD de alto risco que, apesar de ser potencial candidato a abordagens intensivas, não dispõe atualmente de um doador alogênico de células-tronco.
A síndrome mielodisplásica de alto risco é definida por um escore IPSS-R de 4.0 ou superior — abrangendo pacientes de risco alto e muito alto, bem como os demais pacientes de risco intermediário nessa faixa. Este protocolo aplica-se especificamente a pacientes com 70 anos ou menos, que não apresentam cariótipo desfavorável e para os quais nenhum doador alogênico de células-tronco está atualmente disponível.
Em pacientes elegíveis que atendem a este perfil, o tratamento pode envolver um regime de quimioterapia intensiva semelhante ao utilizado na LMA — considerado especialmente quando a carga de blastos na medula óssea é substancial e idealmente utilizado como ponte para o transplante caso um doador se torne disponível — ou um esquema estruturado com agente hipometilante, geralmente conduzido ao longo de múltiplos ciclos. Os critérios completos para a escolha entre essas vias, seu sequenciamento e as especificações integrais do regime estão disponíveis no protocolo abaixo.
O regime completo — incluindo seleção de agentes, cronograma e critérios de elegibilidade — está disponível no protocolo completo.DOI: 10.1016/j.annonc.2020.11.002