Bócio Multinodular com Lesão Tireoidiana Cística: O Que Fazer Quando a Ablação por Etanol Não Alcançou Resposta Duradoura
Este protocolo aborda uma situação específica dentro do bócio multinodular: um paciente com lesão tireoidiana benigna, sintomática, pura ou predominantemente cística, que apresentou recidiva após ablação por etanol — a abordagem minimamente invasiva de primeira linha recomendada para este tipo de lesão.
Cenário Clínico
A lesão é pura ou predominantemente cística, confirmada benigna, e causa sintomas locais no contexto de bócio multinodular. A ablação por etanol (EA), baseada na injeção direta de etanol na cavidade cística, foi selecionada como tratamento de primeira linha — é considerada uma abordagem eficaz, segura e de baixo custo para este tipo de lesão. No entanto, a lesão cística apresentou recidiva e os sintomas locais persistem.
Tratamento Anterior — Por Que Este Protocolo Se Aplica
Tratamento anterior: Ablação por etanol (EA)
Objetivos não alcançados: Redução relevante e duradoura do volume do nódulo, com melhora dos sintomas locais.
A recidiva após EA indica que a abordagem de primeira linha não produziu um resultado duradouro. Esta falha é o gatilho para o protocolo estruturado de segunda linha descrito aqui.
Abordagem de Segunda Linha
Para lesões císticas que apresentam recidiva após ablação por etanol, uma técnica minimamente invasiva baseada em calor é a próxima intervenção a considerar. O objetivo clínico é uma redução relevante e duradoura do volume do nódulo acompanhada de melhora dos sintomas locais. O protocolo completo define os critérios, o sequenciamento e os detalhes de aplicação para esta abordagem.
References
DOI: 10.1530/ETJ-23-0067
Consider EA as the first-line treatment for pure, or dominantly cystic, thyroid lesions.
EA is preferred as an effective, safe, and inexpensive treatment for cystic (or predominantly cystic) symptomatic thyroid nodules.
Consider TA for the treatment of solid benign thyroid nodules that cause local symptoms as an alternative to surgery and for cystic lesions that relapse after EA.
MITs result in a relevant and long-lasting decrease of nodule volume (57–77% at 5 years) that is paralleled by improvement of local symptoms and disease-related quality of life.
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