Tratamento do Carcinoma de Células de Merkel em Estádio I–III com Tumor Primário Operável
Este protocolo aborda o manejo do carcinoma de células de Merkel localizado (Estádio I–III), em que o tumor primário é ressecável cirurgicamente e não há metástases à distância. O objetivo é alcançar o controle da doença local e regional por meio de uma estratégia cirúrgica e de radioterapia coordenada.
Cenário Clínico
O paciente apresenta carcinoma de células de Merkel em Estádio I–III, no qual a lesão primária é operável. Não há evidência de disseminação à distância. O plano de tratamento é concebido para este contexto localizado e abrange tanto o sítio do tumor primário quanto a cadeia linfonodal regional.
Abordagem Terapêutica (Visão Parcial)
O manejo centra-se na excisão cirúrgica do tumor primário — com atenção cuidadosa às margens de ressecção — combinada com a biópsia do linfonodo sentinela da região de drenagem primária, seguida, na maioria dos casos, de radioterapia adjuvante no leito tumoral. Os requisitos exatos de margem, a dosagem de radiação e os critérios específicos que determinam se a radioterapia adjuvante pode ser omitida estão detalhados no protocolo completo.
Os critérios completos do regime, as recomendações específicas por estadiamento e os limiares de decisão estão disponíveis no protocolo estruturado completo.
References
DOI: 10.1016/j.esmoop.2024.102977
- The mainstay of treatment for patients with localised MCC is wide local excision (WLE) followed by tumour bed radiotherapy (RT) and management of the nodal basin.
- After excisional biopsy, WLE with a margin of 1-2 cm is considered adequate; if a resection margin of 1-2 cm is not technically achievable, a narrower margin (0.5-1.0 cm) with adjuvant RT may also be acceptable.
- SLNB should be carried out during local surgical therapy of the primary tumour with special attention to drainage patterns.
- Adjuvant RT with 50-60 Gy to the tumour bed is recommended for tumours of 1 cm in diameter and/or with negative prognostic features (stage IB).
- In patients at very low risk of locoregional recurrence (stage IA), clinical observation may be an alternative but such a decision should only be made at referral centres.
View source ↗