Dermatomiosite Juvenil em Pacientes com Menos de 18 Anos com Envolvimento de Órgão Maior: O Que Fazer Quando a Terapia Inicial É Insuficiente

Cenário Clínico

Este protocolo aborda crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade com dermatomiosite juvenil apresentando envolvimento de órgão maior ou doença cutânea ulcerativa extensa — um curso grave da doença no qual o tratamento padrão de primeira linha não atingiu os endpoints clínicos necessários.

Quando o Tratamento Anterior Não Funcionou

A linha de tratamento anterior para JDM grave — combinando corticosteroides em alta dose (metilprednisolona e prednisolona), metotrexato e ciclofosfamida — é avaliada em relação a um conjunto definido de metas mensuráveis: melhora na pontuação da Escala de Avaliação de Miosite Infantil (CMAS), melhora na pontuação do Teste Muscular Manual 8 (MMT8), redução da creatina fosfoquinase sérica (CPK) e redução da avaliação global da atividade da doença pelo médico (PGA).

A escalada para este protocolo de segunda linha é indicada quando três de quatro critérios de doença clinicamente inativa — CPK ≤150 U/L, CMAS ≥48, MMT8 ≥78, PGA ≤0,2 — permanecem não atendidos.

Abordagem de Segunda Linha (Visão Parcial)

Neste cenário refratário com envolvimento de órgão maior, a abordagem de escalada envolve a consideração de terapia biológica direcionada — seja depleção de células B ou mudança para agentes anti-TNF — utilizada em conjunto com agentes imunossupressores adicionais. O protocolo completo especifica a estratégia completa de combinação e sequenciamento. Os médicos devem estar cientes de que certas terapias biológicas utilizadas neste contexto podem exigir um período prolongado — de até vários meses — antes que o efeito clínico seja observado.

Metas de sucesso: Três de quatro critérios de doença clinicamente inativa devem ser atendidos: CPK ≤150 U/L, CMAS ≥48, MMT8 ≥78, PGA ≤0,2.

References

DOI: 10.1136/annrheumdis-2016-209247

  • For patients with severe disease (such as major organ involvement/extensive ulcerative skin disease), addition of intravenous cyclophosphamide should be considered.
  • B cell depletion therapy (rituximab) can be considered as an adjunctive therapy for those with refractory disease.
  • Clinicians should be aware that rituximab can take up to 26 weeks to work.
  • Anti-TNF therapies can be considered in refractory disease; infliximab or adalimumab are favoured over etanercept.
  • In 2012, PRINTO published criteria defining clinically inactive disease; necessitating fulfilment of three out of four variables from CPK ≤150 U/L, CMAS ≥48, MMT8 ≥78 and PGA score of overall disease activity ≤0.2.
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