Aderências intestinais com obstrução
ICD-10 K56.5 · ICD-11 DA91.2

Obstrução Intestinal Delgada Adesiva Sem Peritonite ou Estrangulamento — Após Falha do Tratamento Não Operatório em Resolver a Obstrução

Este protocolo aborda a obstrução intestinal delgada adesiva (OIDA) em pacientes sem peritonite, sem estrangulamento e sem isquemia intestinal — especificamente na situação em que um ensaio estruturado de tratamento não operatório foi completado sem alcançar a resolução.

Cenário Clínico

O tratamento não operatório é o primeiro passo adequado em todos os pacientes com OIDA quando não há sinais de peritonite, estrangulamento ou isquemia intestinal. Este protocolo é atingido quando esse ensaio conservador não leva à resolução da obstrução.

Por Que Este Protocolo É Atingido — Falha do Tratamento Anterior

Linha anterior: O tratamento não operatório — jejum oral, ressuscitação volêmica intravenosa com suplementação de fluidos e eletrólitos, correção de distúrbios eletrolíticos, descompressão por sonda nasogástrica ou sonda intestinal longa e suporte nutricional — foi mantido por até 72 horas.

Critério de falha não atingido: A resolução da obstrução intestinal, indicada pela progressão do contraste hidrossolúvel atingindo o cólon na radiografia abdominal obtida 24 horas após a administração, não foi alcançada. Este critério não atingido é o gatilho para a intervenção cirúrgica.

Abordagem Cirúrgica — Visão Parcial

Quando o tratamento cirúrgico é necessário, a abordagem primária é a exploração cirúrgica aberta — laparotomia com aderenciólise. Em casos selecionados de OIDA simples, uma abordagem laparoscópica pode ser considerada onde houver experiência suficiente; fatores clínicos específicos determinam quais pacientes são candidatos adequados a essa abordagem.

Os critérios cirúrgicos completos, o algoritmo de seleção de pacientes e o protocolo passo a passo estão disponíveis pelo link abaixo.

Acesso Imediato a Regimes Estruturados Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1186/s13017-018-0185-2

Non-operative management should always be tried in patients with adhesive small bowel obstruction, unless there are signs of peritonitis, strangulation, or bowel ischemia.

The panel recommends a trial of non-operative management in all patients with ASBO, unless there are signs of peritonitis, strangulation, or bowel ischemia.

When operative treatment is required, a laparoscopic approach may be beneficial for selected cases of simple ASBO.

Farinella et al. reported that predictors for a successful laparoscopic treatment of ASBO are the following: ≤ 2 laparotomies in history, appendectomy as the operation in history, no previous median laparotomy incision, and a single adhesive band.

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