Este protocolo aplica-se a pacientes com infecção precoce ou leve da bainha do tendão flexor — menos de três sinais de Kanavel, sintomas leves ou atípicos no dedo, apresentação tipicamente dentro de 48 horas após trauma penetrante na mão e ausência de flutuação — que foram inicialmente tratados de forma conservadora, mas não obtiveram a resposta clínica esperada.
Pacientes com menos de três sinais de Kanavel e sintomas leves ou atípicos de infecção no dedo podem ser candidatos iniciais ao tratamento não cirúrgico, especialmente quando a apresentação é precoce e não há flutuação. A avaliação clínica é sempre necessária para determinar se a intervenção não operatória ou operatória é a conduta mais adequada.
Esta etapa é alcançada quando os antibióticos intravenosos empíricos — com cobertura para organismos gram-positivos, incluindo Staphylococcus e MRSA, espécies de Streptococcus, bacilos gram-negativos e anaeróbios, além de internação hospitalar e exame frequente da mão afetada — não resultaram em melhora dos sintomas clínicos de infecção no dedo dentro de 24 a 48 horas.
Quando a resposta esperada ao tratamento conservador não é alcançada, o protocolo avança para uma abordagem cirúrgica com irrigação e desbridamento da bainha do tendão flexor. A sequência operatória completa, a estratégia de administração de antibióticos e o esquema antibiótico pós-operatório — incluindo duração e ajuste dirigido por cultura — estão especificados no protocolo completo.
DOI: 10.1055/s-0039-1700370