Quando a Terapia Hormonal Não Controlou os Espasmos Infantis Criptogênicos
Este protocolo aplica-se a lactentes com espasmos infantis criptogênicos — aqueles que apresentaram neurodesenvolvimento completamente normal antes do início dos espasmos, não têm etiologia subjacente identificável e não têm esclerose tuberosa — nos quais um segundo ciclo de terapia hormonal de primeira linha não obteve controle dos espasmos.
Cenário clínico
Os espasmos infantis criptogênicos são definidos pelo desenvolvimento normal antes do início dos espasmos e pela ausência de uma etiologia clara. Pacientes sem etiologia identificada representam um subgrupo distinto no qual a trajetória de tratamento difere dos casos sintomáticos; não há esclerose tuberosa presente.
Tratamento anterior — condição de falha
Foi realizado um ensaio com um medicamento hormonal alternativo de primeira linha (ACTH ou prednisolona). Considera-se que esta linha falhou quando não atingiu a cessação completa dos espasmos e resolução da hipsarritmia no vídeo-EEG, normalmente avaliada em 14 dias. Este protocolo descreve o próximo passo tomado após essa falha.
Abordagem de segunda linha (visão parcial)
Quando dois ciclos de terapia hormonal não alcançaram a liberdade de espasmos, o protocolo descreve opções adicionais — incluindo uma abordagem dietética estruturada e estratégias antiepilépticas complementares — com os agentes específicos, critérios e sequenciamento detalhados no regime completo.
Regime completo — incluindo critérios de seleção, agentes e monitoramento — disponível pelo link abaixo.
Objetivo do tratamento
O objetivo permanece a cessação completa dos espasmos. Com certas abordagens descritas neste protocolo, a liberdade de espasmos foi relatada dentro de 1 a 3 meses.
References
DOI: 10.3978/j.issn.2224-4336.2015.09.01
- defines symptomatic infantile spasms as those patients with either abnormal development and/or a clear etiology for the infantile spasms and cryptogenic spasms as those occurring in the context of normal development without a clear etiology.
- For example, patients with tuberous sclerosis are more likely to respond to treatment with vigabatrin, whereas patients without an identified etiology may respond better to hormonal therapy.
- Many other treatment options continue to be explored, including the ketogenic diet, traditional anti-epileptic medications, and resective surgery in select cases.
- The goal of treatment of infantile spasms remains complete cessation of spasms.
- Spasm freedom has been reported in 14–65% of patients within 1–3 months.
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