Obstrução laríngea induzível
ICD-10 J38.5 · ICD-11 CA0H.4

Obstrução Laríngea Supraglótica Grave Induzida por Exercício Quando o Tratamento Não Invasivo Não Resolveu os Sintomas

Este protocolo aplica-se a pacientes com obstrução laríngea grave induzida por exercício (EILO) nos quais o envolvimento supraglótico — especificamente as pregas ariepiglóticas — foi confirmado por laringoscopia contínua durante o exercício, e cujos problemas respiratórios clinicamente significativos persistiram apesar de um curso completo de tratamento não invasivo.
Tratamento anterior — objetivo não alcançado

O tratamento não invasivo da OLI foi tentado — abrangendo abordagens como terapia da fala e linguagem, fisioterapia respiratória e técnicas de respiração, treinamento muscular inspiratório e outras modalidades conservadoras. O objetivo pretendido de aliviar os sintomas respiratórios (dispneia, sibilância e estridor) não foi alcançado, sendo justificada a escalada terapêutica.

Situação clínica

A EILO supraglótica é anatomicamente distinta das formas glóticas da condição. Estabelecer a causa estrutural por meio de laringoscopia contínua durante o exercício é essencial: a abordagem nesta fase é específica para a anatomia supraglótica, particularmente as pregas ariepiglóticas, e não se aplica a apresentações glóticas.

Direção do tratamento

Para a EILO supraglótica refratária, considera-se uma intervenção cirúrgica direcionada às estruturas supraglóticas — aplicada seletivamente a casos que não responderam ao tratamento não invasivo, e apenas sob decisão compartilhada. O protocolo completo detalha o procedimento específico, a seleção de pacientes e os objetivos clínicos.

Objetivo do tratamento

Redução da obstrução laríngea no nível supraglótico, com o objetivo de ampliar a entrada laríngea e melhorar a capacidade ventilatória durante o exercício.

Acesso Imediato a Esquemas Terapêuticos Estruturados Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1183/13993003.02221-2016

Based on the finding that supraglottic ILO during exercise shows similarities to laryngomalacia in infants, several ENT surgeons have performed supraglottic surgery in patients with severe EILO and clinically significant breathing problems.

By nature, supraglottoplasty is a treatment for supraglottic EILO (i.e. not for glottic forms of EILO); therefore underpinning the importance of CLE testing to establish the structural anatomical cause underlying each case of EILO.

The aim of the surgery has been to lower the height of the aryepiglottic fold in order to widen the laryngeal inlet and reduce laryngeal obstruction, thereby increasing exercise ventilatory capacity.

Thus, the current standard of care should restrict surgery to refractory cases that have failed non-invasive treatment and the principles outlined under the concept of "shared decision making" should be carefully applied.

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