Na síndrome hepatorrenal, o tratamento de primeira linha baseia-se na terapia vasoconstritora combinada com albumina. Quando essa abordagem não alcança a resposta renal definida dentro da janela terapêutica, é necessária uma estratégia estruturada de segunda linha — especialmente para pacientes candidatos ao transplante hepático.
Considera-se que a terapia vasoconstritora em combinação com albumina falhou quando a creatinina sérica não diminuiu para <1.5 mg/dL, ou não retornou a um valor dentro de 0.3 mg/dL do valor basal, após até 14 dias de terapia.
Quando a terapia vasoconstritora não é mais adequada — com piora da função renal, distúrbios eletrolíticos ou sobrecarga volêmica progressiva sem resposta — a substituição renal torna-se relevante para candidatos elegíveis ao transplante hepático. A modalidade preferida neste contexto depende do estado hemodinâmico.