A encefalopatia hepática manifesta (EHM) é uma complicação neuropsiquiátrica da doença hepática que requer intervenção rápida e estruturada. O manejo de primeira linha segue uma sequência definida: identificação rápida do fator desencadeante do episódio, intervenção farmacológica direcionada e suporte nutricional imediato — todos iniciados de forma simultânea.
A base do manejo inicial é a identificação e correção do fator precipitante — que pode incluir infecção, hemorragia gastrointestinal, distúrbio eletrolítico ou constipação. A correção isolada da causa precipitante resolve a maioria dos episódios. Paralelamente, um agente farmacológico específico de primeira linha — uma terapia laxante — é titulado até um endpoint definido de frequência de evacuações. A terapia nutricional estruturada é iniciada sem demora, atendendo tanto às necessidades energéticas quanto às proteicas.
Meta terapêutica: alcançar pelo menos duas evacuações amolecidas ou soltas por dia, mantendo posteriormente de duas a três evacuações por dia.