Pacientes com Hemofilia C que apresentam deficiência grave do fator XI — nível de FXI:C abaixo de aproximadamente 20 U/dL — enfrentam risco hemorrágico substancial durante procedimentos como tonsilectomia ou prostatectomia. Esse cenário clínico requer manejo hemostático perioperatório estruturado.
A deficiência grave do fator XI eleva significativamente o risco de sangramento cirúrgico, especialmente em procedimentos com alto potencial hemorrágico. A maioria dos pacientes com esse grau de deficiência requer suporte hemostático ativo ao redor do momento da cirurgia. A idade do paciente e o perfil individual de comorbidades influenciam a seleção e a condução do tratamento.
A abordagem perioperatória centra-se na reposição do fator XI por infusão, com restrições importantes quanto ao uso concomitante de certos outros agentes hemostáticos.
Critérios completos de dosagem, seleção de produto e o algoritmo completo de manejo estão disponíveis no protocolo estruturado abaixo.
O alvo terapêutico primário é um nível de atividade do fator XI pós-infusão (FXI:C) que não exceda 100 U/dL — alcançando hemostasia adequada sem supercorreção.