Proctite gonocócica
ICD-10 A54.6 · ICD-11 1A72.1

Tratamento da Proctite Gonocócica na Gravidez Quando a Ceftriaxona Falhou

Este protocolo aborda a proctite gonocócica em indivíduos grávidos ou em amamentação que não atingiram os desfechos clínicos e microbiológicos exigidos com a terapêutica de primeira linha padrão, indicando provável infecção por microrganismo resistente.

Contexto clínico — gravidez e amamentação

Indivíduos grávidos ou em amamentação requerem uma seleção cuidadosa do agente terapêutico. As quinolonas estão contraindicadas nesta população. A gentamicina também deve ser evitada durante a gravidez. Estas restrições reduzem substancialmente as opções disponíveis quando o tratamento de primeira linha não teve sucesso.

Tratamento anterior — condição de falha

O tratamento de primeira linha com ceftriaxona não atingiu os desfechos necessários para confirmar o sucesso: resolução dos sintomas retais (corrimento anal, dor perianal ou anal) e um teste de cura por NAAT negativo para Neisseria gonorrhoeae, realizado pelo menos duas semanas após o tratamento. Este protocolo constitui o passo seguinte quando esses desfechos não são alcançados.

Abordagem de segunda linha — visão geral parcial

Quando se confirma uma infecção resistente à ceftriaxona (multirresistente), um antibiótico da classe dos carbapenemos está entre as opções consideradas — com a seleção do agente e a gestão orientadas pelos resultados dos testes de sensibilidade antimicrobiana e pelo aconselhamento de especialistas. O esquema terapêutico completo está disponível no protocolo integral.

Acesso Imediato a Esquemas Terapêuticos Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1177/09564624251345195

Pregnant and breast/chest-feeding individuals should not be treated with quinolones.

Gentamicin should be avoided in pregnancy.

Some infections with MDR N. gonorrhoeae have been successfully treated with ertapenem when ceftriaxone has failed; three days of IV ertapenem 1 g was used for these cases, although this was a pragmatic choice and not guided by clinical trial data.

In a recent RCT, a single 1 g dose of ertapenem IM was noninferior to ceftriaxone 500 mg IM, although all strains were susceptible to ceftriaxone and had low ertapenem MICs.

Treatment options are limited and should be guided by the results of antimicrobial susceptibility testing where possible, and in conjunction with expert advice.

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