Tratamento da Febre Mediterrânica Familiar Quando a Colquicina Não Controla as Crises
Cenário Clínico
A febre mediterrânica familiar (FMF) é inicialmente tratada com colquicina para suprimir crises febris recorrentes e inflamação subclínica. Quando essa abordagem de primeira linha não atinge os seus objetivos, aplica-se um protocolo de segunda linha definido.
Condição de Falha da Primeira Linha
Colquicina (a terapêutica oral de primeira linha padrão) não alcançou o controlo completo das crises espontâneas e não minimizou a inflamação subclínica entre as crises — especificamente, os níveis séricos de proteína amiloide A e proteína C-reativa permaneceram elevados entre os episódios.
Abordagem de Segunda Linha — Visão Geral Parcial
Este protocolo preconiza uma terapia biológica direcionada, coadministrada em conjunto com a continuação da colquicina. A seleção do agente específico, o regime completo e o plano de monitorização estão detalhados no protocolo estruturado.
Objetivos do Tratamento
Controlo completo das crises de FMF e minimização da inflamação subclínica entre as crises.
References
DOI: 10.1136/annrheumdis-2015-208690
- Evidence for therapeutic options for patients resistant or intolerant to colchicine is limited, but case reports and case series have suggested that IL-1 blockade is a promising second-line therapy.
- A recent small randomised controlled trial (n=14) of the IL-1 blocker rilonacept in colchicine-resistant patients with FMF reported a significant reduction in the number of attacks.
- Phase III trials with canakinumab and anakinra are currently being conducted.
- Tumour necrosis factor (TNF) inhibitors have also been used in colchicine-resistant patients, especially with articular involvement, with good responses reported in observational studies.
- It is recommended that colchicine should be coadministered with alternative biological therapies given that it may reduce the risk of amyloidosis despite persistence of attacks.
- The ultimate goal of treatment in FMF is to obtain complete control of unprovoked attacks and minimise subclinical inflammation in between attacks.
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