Perfuração Esofágica
ICD-10 K22.3 · ICD-11 DA20.3Z

Perfuração Esofágica: O Que Fazer Quando o Tratamento Não Operatório Não Resolveu o Extravasamento

Este protocolo aborda a perfuração esofágica que se apresenta sem sinais de infecção sistêmica, na qual o exame de imagem inicial confirmou pneumomediastino sem extravasamento de contraste ou uma perfuração contida — e onde a abordagem não operatória padrão não alcançou o resultado esperado.

Cenário Clínico

O paciente apresenta perfuração esofágica sem sinais de infecção sistêmica. O exame de imagem confirma pneumomediastino sem extravasamento de contraste ou uma perfuração contida. Aproximadamente 25% das perfurações esofágicas preenchem critérios para tentativa de tratamento não operatório sob essas condições de imagem e clínicas.

Tratamento Anterior e Condição de Falha

A linha de manejo anterior — tratamento não operatório, incluindo ressuscitação volêmica intravenosa, antibioticoterapia sistêmica de amplo espectro e jejum absoluto — não alcançou seu objetivo primário: resolução do extravasamento em estudo de deglutição com Gastrografin® repetido em 3–7 dias após a lesão inicial. O fracasso na vedação do extravasamento, ou a deterioração do estado clínico durante o período de observação, indica a escalada para este protocolo.

Abordagem de Próxima Linha (Visão Parcial)

Quando o estado clínico deteriora ou o extravasamento não sela, uma tomografia computadorizada de repetição é obtida. Dependendo dos achados, a abordagem pode envolver técnicas intervencionistas ou operatórias. Algoritmo de decisão completo, sequenciamento e intervenções específicas disponíveis no protocolo estruturado abaixo.

References

DOI: 10.1007/s11605-022-05454-2

Approximately 25% of esophageal perforations can be treated non-operatively, particularly if the patient lacks signs of systemic infection and imaging confirms either pneumomediastinum without extravasation or a contained perforation.

If the patient's status declines during the watchful waiting period, a CT scan is repeated to rule out evolving mediastinitis or abscess that warrants surgical intervention or percutaneous drainage.

Esophageal stent placement also has been used as a successful salvage technique for esophageal perforations after a trial of non-operative management.

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