EGPA Sem Manifestações com Risco de Órgão: O Que Fazer Quando os Glicocorticoides Não Alcançam Remissão

Este protocolo aplica-se a pacientes com granulomatose eosinofílica com poliangiite (EGPA) que se apresentam sem manifestações com risco de órgão ou risco de vida, nos quais a terapia inicial com glicocorticoides não alcançou remissão.

Cenário Clínico

O paciente apresenta EGPA sem manifestações com risco de órgão ou risco de vida — uma apresentação em que o tratamento visa alcançar a remissão, adequando a intensidade terapêutica à gravidade da doença.

Tratamento Anterior: Glicocorticoides — Remissão Não Alcançada

A linha de tratamento anterior utilizou glicocorticoides com o objetivo de alcançar a remissão, definida como a ausência de sinais, sintomas ou outras características típicas de doença ativa. O fracasso em atingir esse objetivo é o gatilho para a escalonada para este protocolo de próxima linha.

Abordagem de Próxima Linha

O protocolo de próxima linha recomenda o mepolizumabe como tratamento primário, com alternativas estruturadas disponíveis para pacientes nos quais ele não é eficaz ou não é tolerado — com o objetivo de alcançar remissão às 48 semanas. O esquema completo, os critérios de seleção e a sequência completa encontram-se no protocolo abaixo.

References

DOI: 10.1136/ard-2022-223764

  • For induction of remission in new-onset or relapsing EGPA without organ-threatening or life-threatening manifestations, we recommend treatment with glucocorticoids.
  • For induction of remission in patients with relapsing or refractory EGPA without active organ-threatening or life-threatening disease, we recommend the use of mepolizumab.
  • Both co-primary endpoints (the number of weeks in remission on a prednisolone dose reduced to 4 mg and the proportion of patients in remission at weeks 36 and 48) were met in favour of mepolizumab.
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