A anemia hemolítica imune induzida por fármacos (DIIHA) normalmente começa a melhorar após a retirada do agente causador e o início da suplementação com ácido fólico. Quando essa medida de primeira linha não resulta em melhora hematológica dentro da janela esperada — ou quando a apresentação é agudamente grave desde o início — é necessário um manejo escalado.
O manejo de primeira linha baseia-se na interrupção do fármaco suspeito e na adição de ácido fólico. O objetivo é a resolução da hemólise, geralmente dentro de 1–2 semanas após a interrupção do fármaco. Quando a melhora hematológica não ocorre nesse prazo, ou quando o paciente apresenta hemólise grave aguda, indica-se a próxima etapa do protocolo.
A DIIHA grave aguda é tratada em ambiente de terapia intensiva. As prioridades imediatas incluem a obtenção de acesso intravenoso, ressuscitação volêmica e monitorização rigorosa do estado hemodinâmico, da função renal e da hemoglobina. Nos casos de anemia com risco de vida, utiliza-se a transfusão de concentrado de hemácias. As intervenções adicionais são determinadas individualmente com base na gravidade clínica e na certeza da etiologia induzida pelo fármaco. O protocolo estruturado completo — incluindo todos os pontos de decisão — está disponível pelo link abaixo.