Tratamento da Infecção Disseminada por Mycobacterium kansasii em Pacientes com HIV

Quando a infecção disseminada por Mycobacterium kansasii ocorre em um paciente vivendo com HIV, o manejo do regime terapêutico exige que se considerem interações medicamentosas significativas que não surgem em indivíduos HIV-negativos. O esquema de tratamento padrão não pode ser aplicado sem modificação.

Cenário Clínico

Este protocolo aborda pacientes que se apresentam com infecção por Mycobacterium kansasii no contexto de co-infecção por HIV. Nessa população, a rifampicina — pedra angular do tratamento padrão do M. kansasii — representa um desafio crítico: ela aumenta substancialmente o metabolismo hepático dos inibidores de protease comumente utilizados no tratamento do HIV, podendo comprometer a eficácia da terapia antirretroviral.

Abordagem Terapêutica (Visão Parcial)

Para pacientes co-infectados pelo HIV, a abordagem envolve a substituição do agente rifamicínico por um que tenha menor impacto no metabolismo hepático de fármacos, preservando a eficácia da terapia antirretroviral concomitante. Existem opções alternativas de rifamicina dentro do esquema multidrogas — a seleção completa dos agentes, o sequenciamento e todos os critérios clínicos estão especificados no protocolo completo.

Objetivo do tratamento: Conversão da cultura de escarro para negativa (negatividade cultural).
Acesso Imediato a Regimes Estruturados Baseados em Evidências

References

DOI: 10.3389/fmicb.2018.02271

RIF is currently the cornerstone for the therapy of M. kansasii infection, but in patients co-infected with HIV, RIF presents a problem since it increases the hepatic metabolism of protease inhibitors, often used for the treatment of HIV infection.

Rifabutin (RBT) has less effect on the hepatic metabolism, therefore, it is often used as an alternative to RIF in HIV-infected patients.

Rifapentine (RPT) is an alternative to RIF or RBT.

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