Febre dengue
ICD-10 A97; A90; A91 · ICD-11 1D2Z

Tratamento da Dengue com Sobrecarga de Fluidos, Ascite e Edema Pulmonar

A sobrecarga de fluidos é a complicação grave mais comum da dengue. À medida que a sobrecarga avança, pode progredir para edema pulmonar franco e insuficiência respiratória — uma situação clínica crítica que exige uma abordagem estruturada orientada pelo estado hemodinâmico.

Cenário clínico

Os sinais de alerta precoce de sobrecarga de fluidos na dengue incluem pálpebras edemaciadas e abdome distendido (ascite). À medida que o quadro piora, desenvolvem-se taquipneia e dispneia, com risco de progressão para edema pulmonar e insuficiência respiratória aguda.

Abordagem terapêutica — visão parcial

O protocolo diferencia pacientes hemodinamicamente estáveis daqueles em choque na presença de sobrecarga de fluidos, aplicando sequências distintas em cada caso. Também especifica um caminho de escalonamento quando a terapia diurética inicial não produz resposta adequada, e aborda o papel da intervenção procedimental na insuficiência respiratória grave.

Objetivo do tratamento: Redução do hematócrito ao valor basal ou abaixo, com restabelecimento do débito urinário adequado.

References

  1. The most common complication is fluid overload.
  2. Early signs and symptoms include puffy eyelids, distended abdomen (ascites), tachypnoea, and mild dyspnoea.
  3. In the late stage of fluid overload or those with frank pulmonary oedema, furosemide may be administered if the patient has stable vital signs. If they are in shock, together with fluid overload 10 mL/kg/h of colloid (dextran) should be given. When the blood pressure is stable, usually within 10–30 min of infusion, administer IV 1 mg/kg/dose of furosemide and continue with dextran infusion until completion. IV fluid should be reduced to as low as 1 mL/kg/h until discontinuation when haematocrit decreases to baseline or below (with clinical improvement).
  4. In cases with no response to furosemide (no urine obtained), repeated doses of furosemide and doubling of the dose are recommended. If oliguric renal failure is established, renal replacement therapy is to be done as soon as possible.
  5. Pleural and/or abdominal tapping may be indicated and can be life-saving in cases with severe respiratory distress and failure of the above management.
  6. IV fluid should be reduced to as low as 1 mL/kg/h until discontinuation when haematocrit decreases to baseline or below (with clinical improvement).
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