Leishmaniose cutânea
ICD-10 B55.1 · ICD-11 1F54.1

Tratamento da Leishmaniose Mucosa Americana com Doença Laríngea ou Faríngea e Risco de Obstrução Respiratória

Cenário Clínico

Este protocolo aborda a leishmaniose mucosa americana clinicamente manifesta em pacientes com envolvimento laríngeo ou faríngeo e risco aumentado de obstrução respiratória, conforme indicado por sintomas e achados de exames otolaringológicos ou radiológicos.

Preocupação principal: O início da terapia antileishmania neste contexto acarreta risco de reações inflamatórias que podem comprometer ainda mais as vias aéreas. Recomenda-se monitorização hospitalar para esses pacientes.
Por Que Esta Situação Requer uma Abordagem Específica

A doença mucosa laríngea e faríngea cria potencial para comprometimento das vias aéreas que deve ser antecipado e gerenciado de forma proativa. A avaliação clínica — incluindo sintomas juntamente com achados otolaringológicos e radiológicos — orienta a determinação do risco de obstrução e molda a estratégia terapêutica de acordo.

Abordagem Terapêutica (Visão Parcial)

O manejo envolve corticoterapia profilática administrada antes e durante o tratamento antileishmania, combinada com terapia antileishmania sistêmica. Existem várias opções antileishmania — incluindo agentes parenterais e uma alternativa oral — mas a escolha, o sequenciamento e os detalhes completos do esquema vão além do que é resumido aqui.

O esquema completo, a seleção do agente, a dosagem, a duração e os pontos de decisão clínica estão no protocolo estruturado.

Objetivos do Tratamento

O objetivo primário é a cura clínica da doença mucosa — resolução das lesões mucosas avaliada por critérios clínicos. O acompanhamento durante pelo menos o primeiro ano é importante, pois a maioria das recidivas ocorre nesse período.

Acesso Imediato a Esquemas Estruturados Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1093/cid/ciw670

We recommend inpatient monitoring and prophylactic corticosteroid therapy for persons with laryngeal/pharyngeal disease and increased risk for respiratory obstruction, as indicated by symptoms and otolaryngologic/radiologic examinations, because of the potential for inflammatory reactions after initiation of antileishmanial therapy.

The traditional options for ML include treatment with a pentavalent antimonial (SbV) compound or with amphotericin B deoxycholate. More recently, the armamentarium has expanded to include lipid formulations of amphotericin B, as well as the oral agent miltefosine.

Response to antileishmanial treatment of ML typically is assessed by clinical criteria. The majority of relapses occur within the first year, but they may occur later.

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