Ceratite Fúngica Supurativa com Hifas ao Exame Direto: Quando a Terapia Antifúngica Tópica Não Levou à Melhora
Este protocolo aborda o paciente com ceratite supurativa em quem o esfregaço corneal demonstrou hifas fúngicas, e cuja úlcera não apresentou a melhora esperada com o tratamento antifúngico tópico inicial. O quadro clínico justifica uma abordagem de segunda linha.
Cenário clínico
Ceratite supurativa (úlcera de córnea) com hifas fúngicas confirmadas ao esfregaço corneal. A presença de hifas define o organismo causador e orienta todas as decisões terapêuticas.
Por que esta linha é necessária — falha do tratamento anterior
A etapa anterior utilizou colírios antifúngicos tópicos (Natamicina 5% ou Anfotericina 0,15%) aplicados a cada hora, com cicloplégicos adjuvantes, analgésicos e medicação antiglaucomatosa conforme indicado — evitando estritamente qualquer preparação contendo corticosteroide. O objetivo esperado era melhora demonstrável ao exame a cada dois dias; se não houver melhora após sete dias de tratamento, está indicada a escalada terapêutica. Este protocolo representa esse próximo passo.
Abordagem de segunda linha (parcial)
Quando uma úlcera de córnea fúngica atende a certos critérios de gravidade, o protocolo estruturado envolve a adição de um antifúngico sistêmico em combinação com a continuação da terapia tópica. Os critérios específicos, os agentes e o esquema terapêutico completo estão descritos no protocolo completo.
References
Fungal hyphae seen on smear.
Systemic antifungals are recommended in fungal ulcers, which are:
large and deep, or
perforating, or
have scleral involvement.
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