SRDC com Distonia Refratária ao Baclofeno Oral e à Restauração Funcional

Em um subgrupo de pacientes com síndrome de dor regional complexa, a distonia da extremidade afetada surge como uma complicação proeminente e refratária — que pode persistir apesar do tratamento sistêmico inicial e da reabilitação estruturada. Esta página aborda os pacientes que atingiram essa condição de falha e necessitam do próximo passo terapêutico.

Cenário Clínico

A distonia é um distúrbio do movimento comum na SRDC e frequentemente requer tratamento independente. Ela é dolorosa por si só e pode agravar ainda mais a dor ao impedir a perfusão tecidual da extremidade afetada — criando uma carga clínica cumulativa que a terapia oral sistêmica pode não resolver adequadamente.

Tratamento Anterior — Resposta Insuficiente

O tratamento de primeira linha consistiu em baclofeno oral combinado com um programa interdisciplinar de restauração funcional. Essa abordagem não atingiu as metas exigidas: redução da distonia da extremidade afetada, melhora da perfusão tecidual e redução da intensidade da dor.

O protocolo descrito aqui é o próximo passo definido para os pacientes que atingiram essa condição de falha.

Abordagem do Próximo Passo

Quando a terapia oral sistêmica não proporciona controle adequado da distonia, uma abordagem envolvendo administração direcionada de fármacos por meio de um sistema implantado está entre as intervenções que podem ser consideradas — embora a base de evidências seja limitada e as complicações sejam uma preocupação reconhecida.

Os objetivos clínicos deste protocolo são a redução da distonia da extremidade afetada, analgesia e restauração funcional. O esquema completo e os critérios de seleção estão disponíveis no protocolo completo.

Acesso Imediato a Esquemas Terapêuticos Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1093/pm/pnac046

Dystonia, a common movement disorder in CRPS, often requires independent treatment.

Dystonia is itself painful and can also worsen pain by impeding tissue perfusion.

If baclofen is effective but poorly tolerated, administration by intrathecal pump is sometimes considered, although pharmacological and mechanical complications are common and the research group that had originally evaluated this intervention has all but abandoned it now (personal communication).

In a small subset of patients (n = 7) with refractory CRPS and severe dystonia, van Hilten et al. demonstrated analgesia and functional restoration after a bolus of intrathecal baclofen injected in a double-blind fashion followed by intrathecal infusion.

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