A fístula colovesical — uma comunicação anormal entre o cólon e a bexiga — apresenta-se caracteristicamente com pneumatúria e fecalúria. Quando as medidas médicas e de suporte iniciais não conseguem resolver a infecção subjacente, o abscesso, a anemia e os déficits nutricionais, um protocolo cirúrgico estruturado é o próximo passo reconhecido.
A abordagem de primeira linha — terapia antimicrobiana para urossepse, drenagem percutânea de abscesso pélvico e correção de anemia e desnutrição — visa estabilizar o paciente antes da intervenção definitiva. O escalonamento para o protocolo cirúrgico é indicado quando a urossepse não foi resolvida, o abscesso pélvico não foi eliminado, ou a anemia e a desnutrição permanecem não corrigidas.
A intervenção cirúrgica é o tratamento definitivo estabelecido, pois a terapia médica tipicamente apenas atenua os sintomas sem alcançar a cura. A abordagem operatória é laparoscópica e trata tanto os componentes colônicos quanto os vesicais da fístula — as etapas específicas, a sequência e os detalhes técnicos estão contidos no protocolo completo.
O tratamento visa a cicatrização da fístula colovesical, a resolução da pneumatúria e a resolução da fecalúria. O objetivo principal é a remoção do segmento colônico doente.
DOI: 10.4274/tjcd.galenos.2022.2022-9-1