Corioamnionite Clínica entre 24–34 Semanas: O Que Fazer Quando a Febre Materna se Apresenta com Dois ou Mais Sinais Clínicos
Este protocolo aborda o manejo baseado em evidências da corioamnionite clínica diagnosticada com idade gestacional de 24 0/7 a 33 6/7 semanas — uma janela de prematuridade em que as considerações fetais aumentam a complexidade do manejo da infecção aguda.
Cenário Clínico
O diagnóstico é estabelecido pela presença de febre materna associada a dois ou mais dos seguintes sinais:
- Taquicardia materna
- Taquicardia fetal
- Sensibilidade uterina
- Líquido amniótico ou corrimento vaginal purulento ou com odor fétido
- Leucocitose materna
Idade gestacional 24 0/7 – 33 6/7 semanas. Nesta fase de prematuridade, o quadro clínico requer atenção não apenas ao controle da infecção, mas também à maturação pulmonar fetal e à neuroproteção — ambas integrantes do plano de manejo.
Abordagem Terapêutica
O manejo envolve antibioticoterapia IV imediata combinada com suporte antipirético. Nesta idade gestacional, intervenções antenatais voltadas para a maturação pulmonar fetal e a neuroproteção fetal também são incorporadas ao esquema. É importante ressaltar que o parto é uma consideração ativa a partir do momento em que o diagnóstico é confirmado — não deve ser adiado aguardando a conclusão das terapias fetais adjuvantes. O protocolo completo especifica os agentes, o sequenciamento e a orientação para o parto.
Objetivos do Tratamento
Resolução da corioamnionite clínica em até 16 horas após o início do tratamento; redução da temperatura materna e resolução da taquicardia fetal após a administração de antipiréticos.
References
DOI: 10.1016/j.ajog.2020.09.044
Clinical chorioamnionitis has been traditionally diagnosed by the presence of maternal fever (temperature ≥37.8°C or ≥38.0°C) plus two or more of the five following clinical signs: maternal tachycardia (heart rate >100 beats/min), fetal tachycardia (heart rate >160 beats/min), uterine tenderness, purulent or foul-smelling amniotic fluid or vaginal discharge, and maternal leukocytosis (white blood cell count >15,000/mm3).
Thus, it appears reasonable to administer ACS to women with clinical chorioamnionitis between 24 0/7 and 33 6/7 weeks of gestation and to consider its administration to those with a gestational age between 23 0/7 and 23 6/7 weeks.
In summary, the current evidence supports the administration of antenatal magnesium sulfate to women with clinical chorioamnionitis between 24 0/7 and 33 6/7 weeks of gestation for preventing cerebral palsy in their offspring.
Once a diagnosis of clinical chorioamnionitis has been established, delivery should be considered, regardless of the gestational age.
Delivery should not be delayed in order to complete the full course of ACS.
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