Síndrome da Boca Ardente Quando a Terapia de Primeira Linha Não Controlou a Dor

Para pacientes com síndrome da boca ardente nos quais os tratamentos iniciais baseados em evidências foram tentados e não proporcionaram redução sustentada da dor bucal, este protocolo define o próximo passo clínico.

Tratamento Anterior — Condição de Falha

Quando a terapia cognitivo-comportamental, o enxaguatório bucal com capsaicina tópica, o clonazepam tópico ou a laserterapia de baixa intensidade (fotobiomodulação) — as intervenções com maior evidência na primeira linha — não alcançaram redução sustentada da dor bucal ardente (escore VAS/VNS) tanto no curto prazo (até 3 meses) quanto no longo prazo (além de 3 meses), está indicada a escalada para uma abordagem alternativa.

Abordagem de Próxima Linha

Este protocolo envolve agentes orais de duas categorias terapêuticas — um composto antioxidante e medicamentos anticonvulsivantes, incluindo ácido alfa-lipóico, gabapentina e pregabalina — usados individualmente ou em combinações específicas. As opções completas, o sequenciamento e os cursos permanecem no protocolo completo.

Objetivo do Tratamento

Redução significativa da dor bucal ardente medida em uma escala de dor validada (VAS). As evidências indicam que o benefício de certos agentes nesta linha aumenta com o uso sustentado além de três meses.

Acesso Imediato a Esquemas Terapêuticos Estruturados e Baseados em Evidências

References

DOI: 10.1177/03331024211036152
The pooled ALA suggested a more than double increase in likelihood of pain improvement (RR 2.44, 95% CI 1.57 to 3.78, p < 0.001) compared to placebo.
A combination of 600 mg ALA and 300 mg gabapentin in a randomised, double-blind clinical trial described a notable pain reduction, with 70% of patients demonstrating a partial or complete improvement in pain intensity compared to 15% in the placebo group.
The combined use of ALA and gabapentin gave a five-fold likelihood (RR 4.67, 95% CI 2.40–9.09) (p < 0.001) of decreased pain intensity while ALA only has four times the likelihood of beneficial effect (RR 3.67, 95% CI 1.78 to 7.54).
Combining vitamins such as vitamin C, PP, E, B6, B2, B1, B12 and folic acid with 800 mg ALA did significantly improve VAS score (MD 1.0, SD 1.83, p = 0.047) and a further reduction in VAS score was noted 2 months after termination of treatment (MD 1.8, SD 3.19, p = 0.047).
A more than three-fold likelihood of positive change relative to placebo were reported with the use of gabapentin in the short-term assessment of 20 BMS patients (RR 3.33, 95% CI 1.58–7.02).
At 4 months of assessment, 150 mg pregabalin showed a significant reduction in VAS scores (MD 4.7, p < 0.001).
A 1-year follow-up showed a sustained effect on pain intensity in 73% of patients.
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