Este protocolo aborda pacientes com gastrite atrófica metaplásica autoimune e infecção ativa confirmada por Helicobacter pylori, sem alergia verdadeira à penicilina, nos quais um ciclo anterior de terapia empírica de salvamento para erradicação não obteve erradicação confirmada.
Em pacientes com diagnóstico de gastrite autoimune, a infecção por H. pylori não detectada ou não tratada traz implicações para o risco de câncer e pode agravar deficiências nutricionais. O rastreamento e o tratamento são recomendados nessa população.
A terapia empírica de salvamento para erradicação anterior — que pode ter incluído terapia quádrupla otimizada com bismuto, terapia tríplice com rifabutina ou terapia dupla em altas doses — não obteve erradicação confirmada de H. pylori. O desfecho exigido — um teste de cura negativo realizado pelo menos 4 semanas após o término da terapia — não foi alcançado. Este protocolo define a abordagem adotada nesse momento.
Quando o salvamento empírico não obteve erradicação, o tratamento é orientado pelo teste de suscetibilidade a antibióticos da cepa de H. pylori, com o regime selecionado de acordo com o perfil de sensibilidade confirmado. Os critérios completos de seleção e todos os detalhes do regime estão no protocolo.
Erradicação da infecção por H. pylori, confirmada por teste de cura negativo — teste respiratório com ureia, teste de antígeno fecal ou teste baseado em biópsia — realizado pelo menos 4 semanas após o término da terapia.
DOI: 10.14309/ajg.0000000000002968