Tratamento da Hepatite Autoimune com Insuficiência Hepática Aguda e Encefalopatia Hepática
A hepatite autoimune aguda grave (AIH) que progride para insuficiência hepática aguda — caracterizada por INR >2 e encefalopatia hepática — ou para insuficiência hepática aguda sobre crônica (ACLF) exige tomada de decisão clínica urgente e estruturada. As evidências disponíveis neste subgrupo são limitadas, e os desfechos sem intervenção oportuna são desfavoráveis.
Cenário Clínico
Este protocolo se aplica a pacientes com AIH aguda grave que se apresentam com insuficiência hepática aguda (INR >2 e encefalopatia hepática) ou insuficiência hepática aguda sobre crônica (ACLF). A combinação de coagulopatia e encefalopatia define uma população de alta complexidade, na qual o principal desafio clínico é decidir se e quando iniciar o tratamento específico, e se o transplante deve ser considerado em paralelo.
Abordagem Terapêutica
O primeiro passo nesta situação é a avaliação direta para transplante hepático, incluindo discussão imediata com um centro de transplante. Quando o tratamento farmacológico é considerado, envolve monitoramento rigoroso da eficácia terapêutica e vigilância estrita para complicações infecciosas. O fluxo completo de decisão, a seleção do agente terapêutico e os parâmetros de monitoramento estão detalhados no protocolo estruturado completo.
References
DOI: 10.1016/j.jhep.2025.03.017
- Direct evaluation (discussion with a LT centre) for LT is recommended in patients with acute severe AIH with ALF or ACLF, as data on the role of corticosteroids in these patients is very limited and outcomes are poor (LoE 3, strong recommendation, strong consensus).
- However, managing patients with acute severe AIH (icteric, INR > −1.5 but <2, without hepatic encephalopathy and without chronic lesions on liver biopsy), with ALF (INR >2 and hepatic encephalopathy) or ACLF, can be challenging, and the most crucial decision is whether and when to initiate corticosteroid treatment.
- If corticosteroids are given to patients with acute severe AIH with ALF or ACLF, strict surveillance for infections and close monitoring of their efficacy is recommended (LoE 2, strong recommendation, strong consensus).