Este protocolo abrange o abscesso hepático amebiano complicado que não sofreu ruptura, mas envolve uma complicação vascular — trombose venosa da veia porta, veia hepática ou veia cava inferior, ou compressão vascular — ou infecção bacteriana secundária do abscesso. Essas características classificam o paciente em um subgrupo mais grave, no qual o manejo ambulatorial padrão é insuficiente.
Embora o abscesso hepático amebiano seja geralmente considerado bacteriologicamente estéril, a infecção bacteriana secundária ocorre em uma proporção significativa de pacientes e complica a evolução da doença. As complicações vasculares, incluindo a trombose venosa, acrescentam risco adicional. Em todos esses casos complicados, um procedimento de drenagem é necessário em conjunto com a terapia medicamentosa — nenhum dos dois, isoladamente, é suficiente.
O manejo combina drenagem percutânea por cateter com terapia medicamentosa. A maioria dos pacientes com essas complicações vasculares ou infecciosas pode ser tratada com essa abordagem combinada, sem necessidade de cirurgia aberta. O esquema completo — incluindo os agentes medicamentosos específicos, seu sequenciamento e o curso terapêutico integral — está detalhado no protocolo estruturado.
Resolução da febre e da dor abdominal no quadrante superior direito dentro de 72 horas após o início do tratamento.
DOI: 10.4254/wjh.v16.i3.316