Deficiência de Alfa-1-Antitripsina
ICD-10 E88.0 · ICD-11 5C5A

Tratamento da Deficiência de Alfa-1-Antitripsina com AAT Sérico Baixo em Adultos Não Fumantes Acima de 18 Anos

Cenário Clínico

Este protocolo aborda adultos com mais de 18 anos que são não fumantes ou ex-fumantes, portadores de variante genética compatível com DAAT grave, e que apresentam concentração sérica de AAT abaixo do limiar protetor (< 57 mg/dL ou < 11 µM). A prova de função pulmonar demonstra perda funcional comprovada acima do nível fisiológico. Pacientes com deficiência seletiva de IgA estão excluídos deste protocolo.

AAT Sérico Baixo — O Limiar Definidor

Existe amplo consenso de que o AAT sérico abaixo de 57 mg/dL (< 11 µM) está abaixo do nível protetor. Quando essa concentração baixa é combinada com uma variante genética grave confirmada e evidência espirométrica de limitação ao fluxo aéreo — em um paciente não fumante ou ex-fumante acima de 18 anos — a indicação para tratamento está estabelecida.

Objetivo do tratamento: elevar a concentração sérica de AAT acima do limiar protetor (> 57 mg/dL ou > 11 µM).
Contraindicação: esta abordagem terapêutica não é adequada em pacientes com deficiência seletiva de IgA devido ao risco de anafilaxia grave.

Abordagem Terapêutica (visão parcial)

A abordagem estabelecida envolve terapia de reposição intravenosa com uma preparação purificada de origem plasmática — uma classe de intervenção específica que aborda diretamente a deficiência proteica subjacente. Esta é a base do tratamento nessa população.

O esquema terapêutico completo — incluindo o cronograma preciso de administração, os parâmetros de monitorização e o algoritmo estruturado completo — está descrito no protocolo abaixo.

Acesso Imediato a Esquemas Terapêuticos Baseados em Evidências

References

There seems to be a consensus that intravenous AAT replacement therapy is indicated in nonsmokers or former smokers over 18 years of age with a genetic variant consistent with severe AATD, a low serum AAT concentration (< 11 µmol/L or < 57 mg/dL), and evidence of airflow limitation on pulmonary function testing.

Supported by robust data in the literature, we recommend AAT replacement for any patient over 18 years of age with severe AATD; that is, serum concentrations below the protective level (< 57 mg · dL−1 or serum AAT < 11 µM), with proven functional loss above the physiological level (even if lung function is still normal or if there is mild, moderate or severe airflow obstruction).

Its administration is contraindicated in patients with selective IgA deficiencies, because of the possibility of severe anaphylaxis.

Intravenous replacement therapy with purified AAT is the mainstay of treatment for AATD, although lung volume reduction surgery and lung transplantation are of real value in selected cases.

In 1989, US Food and Drug Administration approved AAT purified from human plasma for intravenous administration, at a dose of 60 mg/kg, administered weekly.

Serum AAT concentrations above 11 µmol/L or 57 mg/dL are considered protective and should be used as a parameter to determine the effectiveness of replacement therapy.

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