Consolidação Após Indução com ATRA/ATO e Antraciclina na LAP de Alto Risco (GB >10.000/ml) Quando a Remissão Molecular Ainda Não Foi Atingida

Este protocolo destina-se a pacientes com leucemia promielocítica aguda que apresentam contagem de glóbulos brancos acima de 10.000/ml — o limiar que define a LAP de alto risco. No esquema de estratificação de risco da era ATRA, esse nível de GB coloca os pacientes na categoria com a sobrevida livre de recidiva menos favorável, distinta da LAP de risco baixo/intermediário.

A etapa de indução anterior utilizou ácido all-trans retinoico (ATRA), trióxido de arsênio (ATO) e uma antraciclina. Seus objetivos incluíam a normalização hematológica, a remissão molecular do PML-RARA ao final da indução, a resolução dos sintomas hemorrágicos e a estabilização dos parâmetros de coagulação.

Quando esses desfechos — em especial a remissão molecular completa — não foram confirmados de forma duradoura, ou quando o paciente foi induzido com sucesso e agora requer a próxima fase estruturada do tratamento, a consolidação é o próximo passo indicado.

Para pacientes de alto risco induzidos com êxito com ATRA/ATO e uma antraciclina, está disponível uma estratégia específica de consolidação combinada — que envolve terapia baseada em ATRA/ATO. O esquema completo, os critérios de elegibilidade e as medidas de suporte estão detalhados no protocolo integral.

Meta: PML-RARA negativo por PCR ao final da consolidação
Acesso Imediato a Regimes Estruturados Baseados em Evidências

References

DOI: 10.3389/fonc.2022.1062524

In the era of ATRA, APL has been stratified into three categories of risk with regards to relapse-free survival (RFS): WBC >10,000/ml (high-risk), WBC ≤10,000 ml with platelet count ≤40,000/ml (intermediate-risk), and WBC ≤10,000/ml with platelet count >40,000/ml (low-risk).

Today, most clinicians will categorize APL within two categories, high risk (>10,000/ml) and low/intermediate risk.

It is now known that low/intermediate-risk patients achieve excellent outcomes with chemotherapy-free ATRA/ATO-based consolidation following ATRA/ATO-based induction, and that high-risk patients who are successfully induced with ATRA/ATO with an anthracycline can be consolidated with ATRA/ATO with the omission of chemotherapy.

The question remains, however, whether maintenance benefits high-risk patients induced with ATRA/ATO/anthracycline and consolidated with ATRA/ATO who are PML-RARα-negative by PCR at the end of consolidation.

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