Este protocolo aborda o que fazer quando a embolectomia por aspiração endovascular inicial da artéria mesentérica superior não alcançou os seus objetivos requeridos num paciente que permanece hemodinamicamente estável sem evidência tomográfica de necrose intestinal transmural ou peritonite.
Embolia arterial mesentérica aguda com hemodinâmica estável e sem evidência de necrose transmural ou peritonite na angio-TC. Neste contexto, a revascularização endovascular é a abordagem de primeira linha indicada.
Os cuidados intensivos multidisciplinares combinados com a embolectomia por aspiração endovascular da artéria mesentérica superior não alcançaram os alvos procedimentais requeridos: controlo adequado da anticoagulação durante o procedimento, remoção completa do êmbolo com restauração da patência da artéria mesentérica superior e correção das alterações eletrolíticas e do pH. Este protocolo representa o próximo passo após essa falha.
Quando persiste material tromboembólico residual ou fluxo inadequado — ou quando o êmbolo está alojado num segmento vascular distal — pode ser realizada trombólise cateter-dirigida, com o cateter posicionado no êmbolo ou proximalmente a ele. Se for identificada uma anomalia vascular subjacente, pode também ser considerada a colocação de stent. A seleção completa dos agentes, as dosagens e o algoritmo procedimental estão disponíveis no protocolo completo.
Patência confirmada da artéria mesentérica alvo, avaliada por angiografia seriada realizada uma ou duas vezes por dia durante o tratamento.
DOI: 10.1007/s00270-025-04080-0