Pacientes com epiglotite aguda que também apresentam sepse, meningite concomitante ou que residem em áreas com elevada prevalência de MRSA resistente à clindamicina representam uma subpopulação clínica distinta que requer uma abordagem modificada para a seleção empírica de antibióticos.
Qualquer um dos seguintes define este grupo de pacientes: epiglotite complicada por sepse, meningite concomitante ou residência em área com prevalência aumentada de Staphylococcus aureus resistente à meticilina e resistente à clindamicina. Esses fatores determinam diretamente qual agente antiestafilocócico é a escolha preferencial no esquema empírico.
O manejo imediato das vias aéreas é a primeira prioridade. A terapia antibiótica empírica combinada é iniciada, com o agente antiestafilocócico selecionado especificamente com base neste grupo de pacientes. Medidas de suporte adjuvantes são incluídas junto com os antimicrobianos.
O esquema completo — agentes específicos, sequenciamento, adjuvantes e o algoritmo de decisão completo — está no protocolo estruturado.
O edema geralmente melhora em 2 a 3 dias após o início do tratamento antimicrobiano. Os critérios de extubação incluem resolução da febre, sintomas de odinofagia/disfagia e edema das vias aéreas, avaliados por nasofaringoscopia ou teste de vazamento do cuff positivo.
DOI: 10.2344/anpr-66-04-08