Tratamento da Paralisia do Nervo Abducente na Paresia Parcial com Função Residual do Reto Lateral
Este protocolo aborda a paralisia aguda do nervo abducente que se apresenta como paralisia parcial (paresia) — na qual a função residual do reto lateral está preservada e a abdução pode ultrapassar a linha média, distinguindo-a da paralisia completa.
Uma paralisia aguda do nervo abducente tipicamente se apresenta com esotropia e déficit de abdução. A paralisia parcial é classificada com base no fato de que a abdução pode cruzar a linha média, indicando função preservada do reto lateral. Esta distinção é o critério-chave que define esta subpopulação e orienta o manejo subsequente.
O tratamento da causa subjacente tem prioridade; durante a fase aguda, o manejo concentra-se em intervenções baseadas em oclusão para aliviar a diplopia.
Os objetivos primários são o alívio da diplopia e a recuperação espontânea da paralisia — resolução da esotropia e do déficit de abdução — tipicamente esperada em 3–6 meses.
References
DOI: 10.1016/j.apjo.2026.100297- An acute palsy classically presents with esotropia and abduction deficiency, ranging from partial palsy (paresis) to complete palsy (inability to move beyond the midline).
- During the acute phase, classification of partial versus complete palsy is primarily based on whether abduction can pass the midline.
- The first priority is always to treat the underlying causes.
- During the acute phase, patching, opaque lenses, or prisms are recommended to relieve diplopia.
- Spontaneous recovery rates vary from 31% to 87%, with higher rates observed in patients with microvascular ischemia or trauma, typically within 3–6 months.